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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

redondar

video: redondar

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

país de brincadeira

Sem evidenciar qualquer alarmismo nestas coisas, somos naturalmente confrontados com a admiração de como não há mais acidentes com crianças em parques infantis, que mesmo depois de detectadas as anomalias, as próprias entidades gestoras se remetem em delonga para reparar, fazer cumprir o plano de manutenção, perdendo inclusive a garantia dada pelos fabricantes ou representantes.

registo de anomalias

Aparentemente, um parque infantil exemplar da Câmara Municipal de Lisboa, antigo, recuperado, ali no Monsanto, mais concretamente na Serafina: pintado, boa disposição dos equipamentos, integrado paisagisticamente, com amplo espaço em volta e bons acessos. Isto é o que vista nos oferece ao nosso entendimento de simples utilizadores sem grandes conhecimentos da lei e do que a ela obriga ao proprietário e ao explorador dos espaços, sem nos apercebermos dos perigos que ali correm as nossas crianças. Esta situação é logo intermediada por 2 avisos, como se um já não fosse demais totalmente ao arrepio da lei, um colocado próximo do parque rosa e outro mais afastado, de que a Câmara não assume qualquer responsabilidade pelo que ali sucede, como se os utilizadores é que tivessem a responsabilidade de disponibilizar os equipamentos mais adequados para as crianças e com a segurança adequada às idades de frequência dos equipamentos.

Lazer - Parques infantis

Os parques infantis pululam por todo o país, em toda a parte e em espaços que deveriam proporcionar o prazer a qualquer criança e a segurança pretendida pelos pais.

Nem sempre é assim e sobejas vezes, na nossa cultura de complacência e bonomia lusitana, os acidentes ficam-se pela simples cura do mal, sem a correspondente responsabilização.Mais grave que isto, é a eleitoralite aguda de municípios que adquirem os equipamentos, sem qualquer apreciação das Juntas de freguesia e os entregam à sua responsabilidade de cuidado e manutenção.

No actual estado de falência e compromissos financeiros que tomaram de assalto as Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, o poder local com a corda na garganta e sem capacidade efectiva de tesouraria, deixa de efectuar a manutenção ou fá-la de forma deficiente.

Contribuir para alterar este estado de coisas é o principal objectivo deste blog, mostrando e denunciando situações ímpares no reino do caciquismo do poder autárquico e alertando os cidadãos para os paradoxos do que deveriam ser espaços seguros para as nossas crianças brincarem: nem sempre o são e a questão fundamental permanece na evidência dos factos, perguntamo-nos afinal para onde vão os nossos impostos...

Sendo independentes e isentos de qualquer interesse económico e financeiro no que respeita aos fornecedores de equipamentos de lazer, questionamo-nos ainda sobre os critérios que conduziram a certas opções tomadas pelas Autarquias na escolha e selecção daqueles para os locais e em circunstâncias nem sempre são as mais transparentes: o preço nem sempre é a melhor solução e como diz o povo, "o barato sai caro".

Mas afinal, quem tem ganho com este negócio que muitas vezes coloca em causa a segurança das crianças em Portugal?A jeito de conclusão, "rir é melhor que chorar" mas anda aí muita gente a rir à custa de todos nós e os que choram nem sempre se vêm ressarcidos do mal causado nem da perda de um ente querido e quantas vezes serão necessário existirem acidentes para que o Estado se comporte como pessoa de bem?
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